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segunda-feira, abril 6

Projeto Combate à Dengue



Escola Estadual Paulo Freire
Professora Responsável: Luciane Rissoto
Disciplina: Ciências

Conscientização da Dengue na Escola

Introdução
A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae, ela é transmitida através da picada do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública no mundo, especialmente em países tropicais como o Brasil, pois as condições do meio ambiente favorecem seu desenvolvimento e proliferação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 80 milhões de pessoas sejam infectadas anualmente no mundo, com cerca de 550 mil hospitalizações e 20 mil óbitos. Nesse contexto, torna-se imperioso que o conjunto de ações para prevenção da doença seja intensificado, permitindo um melhor enfrentamento do problema e a redução do impacto da dengue no Brasil (BRASIL, 2007).
Para evitar que haja disseminação do número de casos de dengue, é de capital importância o controle de focos do mosquito Aedes aegypti. No entanto, fazer tal controle não é tão simples, tendo em vista que depende da participação da população. E isso envolve mudanças de hábitos, o que nem sempre é fácil de conseguir sem que haja um forte trabalho no sentido de sensibilizar a todos acerca do problema. Levando em consideração a inexistência de uma vacina contra a dengue, hoje a maior estratégia de controle da doença é através do controle do vetor (mosquito Aedes aegypti).
Tendo em vista toda a problemática da dengue aqui exposta, a Escola Estadual Paulo Freire desenvolveu um projeto de combate aos criadouros do mosquito transmissor, visto que o município de Iguatemi-MS no mês de março de 2015 possui o maior número de pessoas contaminadas pelo vírus, a escola visa à participação dos estudantes na construção de uma armadilha para o mosquito, no desenvolvimento da armadilha são expostos incansavelmente os devidos cuidados para combater o mosquito, com a finalidade de contribuir para reduzir a incidência de casos de dengue no município.

            Objetivo
Trabalhar em sala de aula esclarecendo sobre o vetor e a doença que vem causando muitas vítimas. Contribuir para a preservação da saúde e incentivar atitudes de prevenção ao mosquito da dengue e também prevenir a proliferação do mosquito e como consequência a doença.

            Metodologia
O presente projeto contou com a participação dos estudantes do 6°ano ao 9°ano do ensino fundamental do período matutino e vespertino da Escola Estadual Paulo Freire no ano de 2015. Para realização do projeto foi utilizado garrafa peti, fita isolante, tela, arroz triturado, tesoura e água. Após a construção da armadilha, os estudantes levaram para suas residências e colocaram em um local estratégico na busca de atrair as fêmeas do Aedes aegypti. As armadilhas foram dispostas em vários bairros na cidade, visto que a Escola atende alunos de várias localidades do município.


            Resultado e Discussão
Com a utilização das armadilhas proposta, esperamos que fosse possível ocorrer uma diminuição do número de ovos que estão espalhados na cidade de Iguatemi-MS, já que com as armadilhas espera-se que atraia um grande número de fêmeas que estarão depositando os seus ovos ali, e com isso diminui o número de pessoas contaminado pelo vírus. Observe como ocorre o ciclo de vida do Aedes aegyptis.
Ciclo de vida do Aedes aegypti: No seu ciclo de vida, o Aedes aegyptis apresenta quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. A duração desse ciclo, em condições favoráveis, é de aproximadamente 10 dias, a partir da oviposição até a idade adulta. Diversos fatores influem na duração desse período, entre eles a temperatura e a oferta de alimentos (CETESB, 2009). O mosquito adulto vive, em média, de 30 a 35 dias. A sua fêmea põe ovos de 4 a 6 vezes durante sua vida e, em cada vez, cerca de 100 ovos, em locais com água limpa e parada. Um ovo do Aedes aegypti pode sobreviver por até 450 dias (aproximadamente 1 ano e 2 meses), mesmo que o local onde ele foi depositado fique seco. Se esse recipiente receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva, posteriormente em pupa e atingir a fase adulta depois de, aproximadamente, dois ou três dias. Quando não encontra recipientes apropriados (criadouros), a fêmea do Aedes aegypti, em casos excepcionais, pode voar a grandes distâncias em busca de outros locais para depositar seus ovos (CETESB, 2009).
Nas habitações, o adulto do Aedes aegypti é encontrado, normalmente, em paredes, móveis, peças de roupas penduradas e mosquiteiros.
Diante do seu ciclo de vida as armadilhas são ótimos meios de conseguir diminuir o número de pessoas contaminadas pelo vírus da dengue, além disso, houve um grande entusiasmo dos estudantes na realização do projeto, e através disso os estudantes levaram informações para seus familiares, vizinhança e comunidade em geral, ocorrendo através deste projeto e da divulgação de informações à colaboração e a conscientização das pessoas no combate ao vetor do vírus da dengue.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria Técnica de Gestão. Dengue: roteiro para capacitação de profissionais médicos no diagnóstico e tratamento: manual do aluno. 3.ed. Brasília, 2007. 88p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).

CETESB. Dengue: saiba como se prevenir. Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Governo de São Paulo. Disponível em: http://www.cetesb.sp.gov.br/Institucional/dengue/dengue.asp .

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